De acordo com ata da reunião de ontem do Comitê de Construção do estádio, mantido pela prefeitura, os Cids ainda estão em estudo na Procuradoria Geral do município. A Secretaria de Finanças recomendou que a documentação fosse analisada pela procuradoria. O objetivo é evitar novos problemas jurídicos. A prefeitura já enfrenta ação na Justiça por causa de seu envolvimento com o estádio corintiano.
A demora na liberação dos Cids atrapalha a Odebrecht. A construtora usou os recursos que tinha para tocar a obra e chegou a admitir o risco de paralisar os trabalhos caso não pudesse contar com o dinheiro gerado pelos incentivos da prefeitura.
Os Cids são documentos que serão vendidos pela empresa que cuida do estádio e usados pelos compradores para pagar até 60% de impostos municipais. Se a procuradoria aprovar a papelada, poderão ser emitidos no primeiro lote Cids equivalentes a R$ 156.078.259,81.
As dores de cabeça do fundo que controla o estádio com os Cids começaram no dia 2 de outubro, quando foi protocolado o pedido de liberação dos incentivos. O Comitê de Construção sentiu falta de relatório de uma auditoria independente sobre os aportes financeiros na obra. Então, a análise foi encomendada à Pricewaterhouse Coopers e entregue à prefeitura no dia 30 de novembro.
Em sua última reunião, o Comitê de Construção não fez projeções sobre a data em que a procuradoria deve liberar a documentação.
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