Gilson Kleina, técnico do Palmeiras, sabe que situação política prejudica o clube
Enquanto curte a última semana de férias em Curitiba (PR), Gilson Kleina não perde o foco no Palmeiras. E, diante do que tem visto, não esconde a preocupação para a próxima temporada. Rebaixado para a Série B do Brasileirão, o clube tem como prioridade, além do acesso à elite para 2014, a Libertadores da América. E para isso conta com um elenco reduzido por enquanto. Foram dispensados cerca de dez atletas do grupo principal e só dois foram contratados: o goleiro Fernando Prass e o lateral Ayrton.
"O que me preocupa é o planejamento, saíram muitos jogadores e a gente na verdade não trouxe, tem uma questão de zagueiro, os dois que temos Mauricio Ramos e Henrique estão lesionados, vamos ver como voltam. Precisamos preencher com categoria de base, porque como passaram para mim o Palmeiras não tem condições de contratar, não há verba. A princípio estamos com 27 jogadores, sendo quatro goleiros. O que eu queria é ter um grupo de 35, 36 jogadores", afirmou o treinador em entrevista à Rádio Globo.
Não é novidade que o cenário político tem atrapalhado o Palmeiras na busca por reforços. Em janeiro haverá uma eleição presidencial, e até agora Arnaldo Tirone, atual presidente, não definiu se sairá como candidato à reeleição. O Conselho Deliberativo determinou que a diretoria deve apresentar ao COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) como as possíveis contratações serão pagas, para evitar acúmulo de dívidas no fim da atual gestão.
OS DISPENSADOS
Artur
Adalberto Román
Daniel Carvalho
João Vítor
Correa
Obina
Leandro
Betinho
Thiago Heleno
Leandro Amaro
Para não atrasar ainda mais o planejamento para a próxima temporada, já que a tendência é que o clube retorne ao mercado, de fato, somente após a definição do novo presidente, Gilson Kleina já admite que deverá apostar em "soluções caseiras" em 2013, ou ao menos no começo da temporada, já que com as peças atuais do elenco já seria bastante difícil escalar uma equipe titular.
"Vou deixar um planejamento para ver o que seguir, o que eu penso de futebol e minhas convicções. Falei que precisa de um diretor executivo, precisa profissionalizar e ter alguém do lado. Não vou abrir mão da disciplina e estudar uma forma de que todos os setores possam remar para o mesmo lado, passando para a forma prática agora. O que vamos prometer é trabalho, se não conseguir contratar vamos achar a solução dentro de casa, e que os torcedores apoiem estes meninos", declarou o comandante.
Desta maneira, o lateral direito Bruno Oliveira, o zagueiro Luiz Gustavo, os meias Diego Souza e Bruno Dybal e os atacantes Índio e Caio, das categorias de base do clube, deverão ganhar uma chance entre os profissionais. Alguns deles já chegaram a ser relacionados para alguns jogos, mas terão um pouco mais de espaço pelo menos até alguns reforços chegarem.
Arnaldo Tirone admite publicamente que não fará mais nenhuma contratação neste fim de ano. O meia Riquelme, que era desejado pelo Palmeiras por sua experência e qualidade, foi praticamente descartado. Em entrevista ao UOL Esporte na terça-feira, o presidente minimizou a busca pelo argentino e ressaltou que ele deverá permanecer no Boca Juniors.
"Como treinador e comandante temos que entender qual a saúde financeira, o que me passaram é que nada se faz enquanto não passam as eleições. Em janeiro se sobrar jogador vai ser um valor muito maior, porque ninguém quer acabar o ano desempregado, todo mundo quer ganhar. Estamos fazendo correção do elenco e estamos tendo dificuldade, então temos que ter paciência, manter os meninos que estavam comigo e trabalhar nesta situação", completou Gilson Kleina.
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