O atacante Paolo Guerrero, herói do Corinthians no título do Mundial de Clubes, é uma pessoa calma, atende a fãs com tranquilidade e está sempre sorrindo. No entanto, quando entra em campo se transforma. O jogador ainda não expôs tal faceta no Timão, mas ela foi claramente vista no Hamburgo em 2010, quando ele chegou a jogar uma garrafa em um torcedor. Para os familiares e antigos treinadores, isso não é novidade. O centroavante tem temperamento explosivo nos jogos desde quando era criança, na base do Alianza Lima.
Formado pela equipe peruana dos sete aos 18 anos, Guerrero virou homem e jogador pelo que aprendeu e fez na equipe de Lima. Lá, onde ainda pretende encerrar a carreira, segundo familiares, teve seus dias de "bad boy".
O exemplo mais claro da competitividade de Guerrero foi dado aos 13 anos. Quem acha que a atitude de Paulo Henrique Ganso na final do Paulistão de 2010, entre Santos e Santo André, quando se recusou a ser substituído por Dorival Jùnior, foi algo inédito, engana-se.
Ganso, hoje no São Paulo,não quis deixar o campo, mas não entrou em discussão com Dorival. Guerrero, por sua vez, explodiu. Indignado com o sinal de substituição, ele fez gesto de negativo, jogou a camisa longe e deixou o gramado. Quem conta a história é Julio Garcia, que seria o treinador do atacante dois anos mais tarde. Era a primeira vez que Garcia via Guerrero em ação.
- Quando ele passou na lateral do campo e me viu, ficou paralisado. Eu lhe dei uma bronca, mandei pegar a camisa de volta e pedir desculpa ao treinador dele na época (Rafael Castillo, que atualmente tem 85 anos e não se recorda desta história). A mãe e o pai dele me parabenizaram - diz Garcia.
Preleção "com Ronaldo"
Curiosamente, o próprio Ronaldo influenciou a infância de Guerrero. Certo dia, antes de um clássico da base contra o Sporting Cristal, Julio Garcia mostrou na preleção um vídeo com gols do craque. Guerrero e Farfán, parceiros desde aquela época, ficaram maravilhados e até se esqueceram de comer. Garcia, então, prometeu cópias das imagens de presentes à dupla caso eles marcassem. Resultado: 2 a 0 para o Alianza Lima, com um gol de cada, e recordação do Fenômeno garantida
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