Antes do jogo contra a Raposa, em Araraquara, um dos assessores do Verdão entrou no gramado e foi flagrado jogando sal grosso em uma das traves - justamente naquela cujas redes foram balançadas por Barcos no segundo tempo. O técnico Gilson Kleina já havia aprovado a mandinga e garantiu que todo esforço é válido no momento da equipe. Barcos admite não ser muito supersticioso, mas fez piada com o incidente e quer repeti-lo.
– Acredito no nosso grupo, que está forte. Todos confiamos que vamos sair dessa situação. Quero chegar à meta, que está perto e longe ao mesmo tempo. Estamos no caminho certo, faltam muitos jogos, mas vamos pensar primeiro em livrar a preocupação que temos, depois nos gols. Tudo que puder ser feito para ajudar, vamos acreditar. (O sal grosso) Deu sorte... Agora tem que fazer em todo jogo, vou até comprar sal (risos). Para o churrasco, sal já tem, falta o Felipão vir pagar. Vou esperar ele – brincou o atacante, confiante em salvar o time da degola.
O goleiro Bruno também se disse surpreso com a tática de jogar sal grosso na trave para ajudar a bola a entrar. Ele aprovou o resultado: no primeiro tempo, naquela mesma trave, Anselmo Ramon desviou cruzamento, e a bola tocou na trave antes de sair. Nesta terça-feira, às 21h45m (horário de Brasília), em Bogotá, o Verdão faz o jogo de volta das oitavas de final da Sul-Americana, contra o Millonarios, e Bruno acredita que um bom resultado pode ser até mais eficiente que o sal grosso para embalar o time na reta final do Brasileiro.
– Eu estava aquecendo e vi ele colocando. Tomei um susto, depois fui olhar na bolsa dele e vi que tinha um pacotão de sal grosso. Mas está valendo. Nessa hora, tudo que vier para ajudar, se for para o bem, vale a pena. Quando o Gilson assumiu, vencemos duas no Brasileiro e uma na Sul-Americana em sequência, o que não conseguíamos há tempo. Se chegarmos em dezembro bem no Brasileiro e, quem sabe, na final da Sul-Americana, vale a pena – disse o goleiro.
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