Dois jogos foram cruciais para a mudança no panorama, ambos na noite desta quinta-feira. O Sport perdeu em casa para o Grêmio, por 3 a 1, enquanto o Palmeiras caiu diante do Coritiba, rival direto na luta pela salvação (1 a 0, em Araraquara).
- Mudou porque os caras (times que estão no Z-4) pararam. Eles praticamente só pontuam quando jogam entre si. A diferença é muito grande. Nos outros anos era sempre de um ponto, dois pontos, agora é de oito - explicou Tristão Garcia.
Nos cálculos de risco de rebaixamento, os percentuais dos membros do Z-4 dão bem uma noção do quão complicada está a situação. O Sport aparece com 90%, seguido por Palmeiras (91%), Figueirense (96%) e Atlético-GO (99%).
Fora da zona da degola, oito equipes ainda aparecem com algum risco de acabar na Série B em 2013. Seus percentuais somados, porém, não chegam a 25%. Três deles têm apenas 1% de risco: Cruzeiro, Santos e Náutico. Depois, Ponte e Portuguesa têm 3%. Coritiba (4%), Flamengo (6%) e Bahia (5%) completam a lista.
Como alento aos ameçados, vale lembrar que já houve casos em que a salvação era improvável, mas acabou acontecendo. Em 2009, ao fim da 29ª rodada, o Fluminense segurava a lanterna do Brasileirão, com 25 pontos. Nove jogos mais tarde, o Tricolor somava 46 pontos e escapou do rebaixamento.
Nos cálculos de Tristão Garcia, além do caminho de cada equipe até o fim do campeonato, é levado em conta o histórico na atual edição da competição. Os jogos mais recentes têm peso maior que os do começo do campeonato. Isto explica por que alguns clubes estão em posições acima na tabela de classificação, mas aparecem com risco de rebaixamento maior
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