Em função da indecisão de Nenê, a negociação virou uma novela e se arrastou até a última sexta-feira. De um lado, o atleta pesava na balança o lado financeiro. Do outro, a visibilidade no Brasil para retornar à Seleção e disputar a Copa do Mundo de 2014, seu sonho. No fim, o dinheiro foi a prioridade.
- Ele sempre demonstrou essa dúvida. Conversamos com o Gilvan e até com o próprio Nenê, e ouvimos que no Brasil ele jogaria no Santos. Fizemos uma boa proposta, mas não dava para competir com a oferta do clube do Catar. Nesse momento, ele fez a opção de ganhar dinheiro e temos de respeitar esta decisão. Mas achamos que ele levou muito tempo alimentando a negociação com o Santos, para no fim ir ao Catar. Ele poderia ter antecipado a resposta e haveria menos desgaste - avalia Odílio, em tom crítico.
Nesse momento, ele fez a opção de ganhar dinheiro e temos de respeitar esta decisão"
Odílio Rodrigues, vice-presidente
do Santos
O dirigente ainda admite que a possibilidade de o jogador ter usado o Santos para se valorizar no mercado e conseguir uma oferta melhor do Al Gharafa passou pela cabeça dos dirigentes santistas, mas classifica esta chance apenas como uma hipótese.
- Pensamos tudo isso: se fomos usados ou não, se ele já tinha essa proposta (do Catar) e pediu ao empresário: 'Veja o máximo que você consegue no Brasil para equiparar'. Mas são hipóteses. Falávamos a ele que ter um bom desempenho jogando no Santos, uma vitrine, próximo da Copa, o valorizaria e daqui dois ou três anos ele poderia ganhar dinheiro nesse mercado alternativo, mas ele preferiu ficar longe do futebol brasileiro - finalizou.
Sem Nenê, o Santos volta suas atenções para o meia-atacante Carlos Eduardo, de 25 anos, do Rubin Kazan, da Rússia. O clube ouviu do empresário do atleta, Jorge Machado, que ele tem preferência por atuar no Peixe. Agora, os dirigentes buscam informações sobre os valores da negociação para tentar viabilizar o acordo, que seria por empréstimo de uma temporada. A definição deve sair na próxima semana.
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