Irritada com o Tricolor e com o próprio meia, que disse que seria 'uma honra' vestir a camisa do rival, diretoria do Peixe avisa: só sai se pagar a multa
Na nota, assinada pela presidência do clube alvinegro, o próprio Ganso é repreendido, por ter declarado que "gostaria de vestir a camisa do São Paulo".
Dirigentes do Santos, nos bastidores, já vinham reclamando da postura do São Paulo, que tornou pública a proposta por Ganso na terça-feira à noite, minutos depois de a oferta ter sido formalizada - R$ 10,7 milhões pelos 45% dos direitos econômicos que pertencem ao Peixe. Os santistas viram na atitude uma forma de pressionar Ganso e criar um clima ainda pior para a permanência do meia no clube - e tudo isso na véspera da primeira partida do Peixe contra o Universidad de Chile, em Santiago, pela Recopa Sul-Americana.
A gota d'água para os santistas veio nesta sexta-feira pela manhã, quando o técnico do São Paulo, Ney Franco, disse que já havia feito até um "campinho" com Ganso em sua equipe. E isso, novamente, na véspera de um jogo importante do Santos - neste sábado, o time enfrenta o Palmeiras, no Pacaembu, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Na nota, o Santos deixa claro que não há mais qualquer tipo de negociação com o São Paulo e que Ganso não está à venda. Por ser detentor dos direitos federativos do jogador, o Santos exige, para liberá-lo, receber integralmente a quantia da multa (R$ 53 milhões), para só então repassar para o DIS o seu montante. Isso porque, paralelamente à proposta feita para o Santos, o São Paulo procurou o DIS e ofereceu R$ 12,5 milhões pelos 55%. Tricolor e DIS chegaram até a um acordo para os salários de Ganso.
A princípio, o meia está relacionado normalmente para o clássico contra o Palmeiras. Ele tem apenas três jogos pelo Peixe neste Campeonato Brasileiro - o limite para se transferir para outro time da Série A é de seis partidas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário